sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A Caneca

De repente, eu escuto o barulho de algo quebrando na cozinha. Corro para lá e encontro minha caneca favorita no chão atrás do fogão. Como isso aconteceu, a gente não imagina. Acho que eu tinha deixado a caneca para secar no secador de pratos e copos... e aquilo ali vive cheio (tenho preguiça de arrumar no armário depois). Vai ver, eu deixei de mau jeito naquela bagunça. Caiu...
Era uma caneca normal do Pequeno Príncipe. Meu pai comprou para mim porque usar xícara para tomar nescal é meio frustrante, não acham? (Nescal se toma em caneca grande!). Enfim, essa caneca vem, desde então, me seguindo para qualquer lugar para onde eu vou. Não se trata de um objeto de estimação, algo que eu trate com carinho e contemplo em momentos vagos. Não. Era só um objeto que durou, e ficou. Algo que você repara quando isso se vai.
Óbvio, estou triste, mas só. Não sou dessas pessoas que ficam se lamentando: “como eu deixei isso acontecer?!”. Afinal, aquilo tem história, mas ainda é só um objeto. As histórias mesmo estão em nossas mentes.
Digo até que sou otimista em relação ao ocorrido. Acredito que quando coisas assim acontecem é porque algo estar por vir e tempos de mudanças estão abrindo suas portas.
Prefiro pensar desse jeito, mesmo que seja uma superstição boba.

Valeu!

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